Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Banca Nacional - O último suspiro

A banca portuguesa não tem liquidez, não tem onde ir buscar capital e vai ter cada vez mais dificuldade em conceder crédito. E o aviso é sério: se a banca nacional tiver de reforçar os capitais próprios, o quadro do sector e da economia portuguesa será negro.

 

 

Para a APB, é muito possível que as propostas levem a uma quebra de proveitos dos investidores, comprometendo seriamente a capacidade do sector de se financiar.

 

 

 

As conclusões do documento são preocupantes. Por um lado, os bancos portugueses confessam abertamente a falta de liquidez e admitem a dificuldade de aumentar capitais e não contabilizar quaisquer acções cotadas nos mercados e obrigações, por exemplo, como capital.

 

 

 

Paulo Soares Pinho, especialista em banca da Universidade Nova de Lisboa, afirma que "a preferência dos bancos nacionais por que a regulação tenha uma forte componente nacional e não europeia, [outro ponto do documento da APB], denuncia a forma como a banca conviveu com a suave regulação de Vítor Constâncio".

 

Fonte Ionline <http://www.ionline.pt/conteudo/66630-banca-portuguesa-ameaca-fechar-torneira-ao-credito>

Foto: Google Images

 

____________________________

 

Os Bancos que durante anos se governaram à grande e à Francesa, apresentando anualmente lucros fabulosos, diria mesmo, imorais, que bombardeavam os clientes e o cidadão em geral com campanhas agressivas de crédito, incentivando o consumismo desenfreado, semeando cartões de crédito que ninguém havia pedido, sem se importar muito com a capacidade de endividamento, centrando-se mais nas garantias reais, diziamos que estes Bancos colhem hoje o fruto da ganância semeada, e caíram na sua própria armadilha.

 

Cabia ao Estado "protector" assegurar aos cidadãos um controle eficiente da actividade destes Bancos, em particular ao Banco de Portugal a fiscalização da actividade bancária, como lemos no texto do ionline, Paulo Soares Pinho afirma peremptóriamente que o receio de que esse controle passe a ser feito  "também" pelas Instituições Europeias denuncia a brandura da supervisão existente.

 

O aumento de capital faz todo o sentido como medida de prevenção, não gostariamos certamente de assistir a novos episódios de Bancos que não honram os seus compromissos.

 

Quem não sabe negociar feche a porta!!!


publicado por Narsas às 17:51
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