Hoje foi dia de greve geral em Portugal.
Os resultados ficaram muito aquém do espectável, não porque não haja razões de sobra para que uma grande parte da população activa se manifeste contra a perda do poder de compra, o aumento constante dos impostos, o esbanjamento dos dinheiros públicos (veja-se o caso BPN) e a falta de emprego para os jovens, para não falar do crescente empobrecimento e dos estados de carência preocupantes agravados pela perda dos apoios sociais.
O sentimento de medo, de impotência e a falta de confiança nas capacidades da nossa classe política para dar a volta ao problema, incentivar e promover o crescimento económico e o emprego, e a descrença nas centrais sindicais conotadas como "farinha do mesmo saco" levam a que muitos não adiram à greve e outros o façam mas se abstenham de se manifestar.
O direito à greve figura na nossa constituição sendo por isso indiscutível (por enquanto), a democracia é hoje uma falácia ameaçada pelas enormes desigualdades sociais, pela falta de confiança na justiça, pelo crescente descontentamento generalizado provocado pelos sucessivos cortes dos benefícios sociais e aumento dos impostos, e a liberdade cada dia mais ameaçada pelos sucessivos pacotes laborais, que facilitam o despedimento, por razões que se podem relacionar com falta de produtividade, com a simples redução temporária de fluxos de trabalho, ou inadaptação e muitas outras razões fácilmente justificáveis pelo patronato.
Como se tudo isso não fosse suficientemente mau criam a mobilidade obrigatória aumentando a instabilidade familiar, e semeando o desespero - como aconteceu na France Telecom - e atirando muitos trabalhadores para o desemprego, ou mesmo criando-lhes condições propícias ao suicidio, como aconteceu com os Franceses.
Vivem-se tempos difíceis e isso corrobora a versão:
Dois canais da televisão portuguesa relançaram este assunto com bastante mérito por parte dos seus intervenientes e dos conhecimentos e capacidades mediúnicas ali apresentados. Uma palavra de apreço especialmente para o programa da http://sic.sapo.pt/programas/ateaverdade/2
Até para o comum dos mortais, completamente leigo nestas matérias, tudo aquilo que aqui é dito, até os pormenores aparentemente insignificantes, muitas vezes fortes indicadores para quem os escuta, fazem com que até os mais sépticos baixem as guardas e assumam estar em presença de algo "inexplicável" e superior às suas "capacidades de resistência".
Aprecio as capacidades destes profissionais, e tento colocar-me na pele daquelas famílias, e imaginar o conforto e alívio que sentirão, quando conseguem desfazer dúvidas e ser tranquilizadas pelas informações que recebem.
A ideia de que não somos apenas a parte material, a carapaça que vestimos, e que a morte física representa apenas a passagem a um outro estado cósmico superior, é-me absolutamente reconfortante.
Sinónimos de Papalvo
Papalvo: cretino, lorpa, otário, pacóvio, parvo, pascácio, pato, sonso, tanso, tantã, toleirão, tolo e tonto.
A América é tida como a terra das oportunidades, onde o trabalho é premiado, a competência reconhecida, e a inteligência valorizada.
Vivemos com estas ideias pré-concebidas, muito bem preparadas, e divulgadas massivamente, através de campanhas de marketing;
Mais não são afinal do que mentiras tantas vezes repetidas que acabam por ser tomadas como verdades.
Esta adjectivação assenta-lhes que nem uma luva, e quanto à sua prosperidade, de-se tempo ao tempo e já veremos se não é mais uma falácia, e uma encenação?!
O Mundo está afinal cheio de Aves Raras, ou será impressão minha?!...
Pede ajuda apenas aos bons,
aos outros, ficarás a dever favores,
e, jamais pensarão sequer naquilo que lhes pedes...
Veja a notícia na Cm-Portimão
O Museu de Portimão recebe a mais importante exposição de fotojornalismo do mundo, uma oportunidade única para conhecer os vencedores da edição de 2011, na qual foram distinguidos 56 fotógrafos, escolhidos entre 5.847 participantes, com o número recorde de 108.059 fotografias a concurso
Imagem Google Images
Veja no Público o artigo que nos suscitou este comentário:
http://economia.publico.pt/Noticia/e-se-a-d
Para além de facilitarem a vida a estes sanguessugas, facilitando a engenhosa evasão fiscal, permitindo-lhes o enriquecimento (sobre-enriquecimento) ilícito, os bancos, utilizam eles próprios todos os meios aos seu alcance para contornarem o pagamento de impostos, através de engenharias financeiras, e de lobbyes que lhes permitem pagar impostos muito abaixo da média de uma normal empresa, enquanto lucram milhões que distribuem pelos seus altos-quadros dirigentes.
Uma palavra ainda para o "agiotismo" praticado na cobrança do crédito em atraso, sem uma palavra, ou medida que acautele os direitos de consumidor daqueles que, não poucas vezes, foram aliciados ao consumo exagerado, a quem foram oferecidos cartões que não solicitaram, crédito não desejado, e mais grave - a quem foram propostos novos créditos para fazer face a incumprimentos.
Cada vez mais, fruto da situação insustentável do nosso País, os Portugueses são forçados a abandonar o seu País e partir em busca de trabalho e de melhores condições de vida.
Esta é no entanto uma situação subvalorizada pela nossa classe política, pelos nossos governantes, e pela sociedade em geral a quem não ouvimos uma palavra sobre esta realidade.
As remessas que nos chegam através das contas dos nossos emigrantes são balões de oxigénio para a economia nacional, tendo em vista a poupança que representam, ou por outro lado o investimento que geram, sobre isto ninguém, nunca, pronuncia uma palavra.
Não menos importante é o que representa para a economia nacional o trabalho desenvolvido no estrangeiro por inúmeros profissionais das áreas da construção, da montagem industrial (electricistas, soldadores, tubistas, serralheiros, mecânicos industriais, etc.), entre outras profissões de igual mérito na área da hotelaria e afins, pelo profissionalismo que demonstram e que enobrece o País que representam, e que, paradoxalmente, os abandonou ao seu destino forçando-os ao abandono dos lares e da família numa tentativa de sobrevivência.
Tudo isto configura situações de grande injustiça, de desrespeito pelos direitos fundamentais consagrados na constituição da república, que assume maior relevância se atendermos aos facto destes profissionais deslocados em trabalho no estrangeiro pagarem os seus impostos cotizarem para a segurança social nacional, receberem aqui os seus ordenados e alimentarem assim a economia nacional, dado que as suas famílias se mantêm por cá.
Esta gente merecia outra atenção!...
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